part II
No dia 3 de janeiro de 2010 algo me surpreendeu. Chegando ao meu lugar de sempre na praça, encontrei um pequeno caderno de notas encostado na lateral interna no banco. Não tive curiosidade inicial para saber do que se tratava, mas acabei me rendendo a tal depois de um tempo.
No caderno, havia pequenas anotações, algumas sobre o dia, outras com ideias aleatórias. Achei incrível como aquelas palavras soavam, e como retratavam a vida de alguém que parecia extremamente solitário. Era bonito de uma maneira perturbadora. Junto com as letras, estavam alguns desenhos feitos com caneta tinteiro preta, sendo que o mais bonito era o desenho da torre do relógio da grande igreja. Embaixo do desenho, havia uma pequena nota, que dizia apenas “Olá menina. Gostou do que leu aqui?”.
Encarei aquilo por um tempo, questionando se a menina em questão seria eu mesma. Fiquei ainda mais intrigada com a curiosidade de saber se o pequeno caderno pertencia ao menino do livro. Procurei no inicio do livro alguma identificação, mas não havia nome nenhum. Era evidente, porém, que a letra era de um menino.
Percebendo que respostas não vinham com o vento, tirei uma caneta de minha bolsa e escrevi “Você escreve muito bem, menino. Adoraria ver o que mais vem de onde esse saiu.”
Coloquei o caderno de onde tinha o tirado, esperando sinceramente que ninguém além dele o acharia, e saí, olhando por trás dos ombros por algum tempo. Se ele tinha deixado aquilo lá, era sinal de que sabia quem eu era, e já tinha me observado naquele lugar várias vezes. Mas como que não o encontrei? Lembro perfeitamente de seus traços e teria o reconhecido.
Chegando em casa, só pude continuar minha pequena rotina, esperando pelo próximo dia e por uma resposta.
is this what it feels like?
No caderno, havia pequenas anotações, algumas sobre o dia, outras com ideias aleatórias. Achei incrível como aquelas palavras soavam, e como retratavam a vida de alguém que parecia extremamente solitário. Era bonito de uma maneira perturbadora. Junto com as letras, estavam alguns desenhos feitos com caneta tinteiro preta, sendo que o mais bonito era o desenho da torre do relógio da grande igreja. Embaixo do desenho, havia uma pequena nota, que dizia apenas “Olá menina. Gostou do que leu aqui?”.
Encarei aquilo por um tempo, questionando se a menina em questão seria eu mesma. Fiquei ainda mais intrigada com a curiosidade de saber se o pequeno caderno pertencia ao menino do livro. Procurei no inicio do livro alguma identificação, mas não havia nome nenhum. Era evidente, porém, que a letra era de um menino.
Percebendo que respostas não vinham com o vento, tirei uma caneta de minha bolsa e escrevi “Você escreve muito bem, menino. Adoraria ver o que mais vem de onde esse saiu.”
Coloquei o caderno de onde tinha o tirado, esperando sinceramente que ninguém além dele o acharia, e saí, olhando por trás dos ombros por algum tempo. Se ele tinha deixado aquilo lá, era sinal de que sabia quem eu era, e já tinha me observado naquele lugar várias vezes. Mas como que não o encontrei? Lembro perfeitamente de seus traços e teria o reconhecido.
Chegando em casa, só pude continuar minha pequena rotina, esperando pelo próximo dia e por uma resposta.
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