part I
Acho que sou apaixonada pelas coisas certas da vida. Amo como todos os dias o sino da grande igreja irá tocar e os pássaros que estão na praça irão voar por medo do barulho, deixando para trás todo o milho que as velhas senhoras jogaram durante a manhã. Amo como em todo inverno pelo menos um floco de neve irá cair no meu rosto e me dar arrepios. E a partir disso, já se pode concluir que simplesmente odeio tudo aquilo que eu não posso dar como certo, como por exemplo, ter o amor da pessoa amada de volta, ou simplesmente que não irá chover no dia que escolhi para ir á praia.
Acho que é perfeitamente clara a razão pela qual eu escrevo essa história, por mais que mais tarde ela possa soar um pouco estranha para alguns. Então vou contar a vocês a bela história de como um amor que começou em uma manhã de inverno na praça da grande igreja resultou em algumas centenas de dias deliciosamente confusos.
Era dia 19 de dezembro de 2009, e tudo estava congelando. As pessoas andavam apressadas nas ruas com seus lenços e casacos, em busca de um lugar quente para se refugiar do frio e do vento. Eu estava sentada em um banco, olhando com atenção para o relógio que marcava duas e cinquenta e sete da tarde, esperando a hora certa para seguir meu caminho para casa, onde ficaria escondida por todo o recesso. Alguns pássaros ousavam ficar ao vento, correndo atrás da comida que foi deixada a eles por velhas senhoras que ainda ousavam ficar parar foras de suas casas. Havia algumas pessoas insanas sentadas na praça como eu, sendo que uma delas me chamou a atenção. Ela, que na verdade é um ele, estava com um livro na mão, e não tirava os olhos dele, o que me deixou curiosa para saber o conteúdo. Continuei o encarando por mais alguns segundos, quando finalmente o sino da igreja tocou e ele desviou o olhar do livro para o grande relógio, levantando-se às pressas depois e saindo andando.
Continuei sentada por mais algum tempo, quando resolvi que também era minha hora de voltar para casa, e assim fiz, mesmo frustrada por imaginar que jamais iria saber o conteúdo do tal livro.
É isso que acontece quando minha internet não colabora.
Acho que é perfeitamente clara a razão pela qual eu escrevo essa história, por mais que mais tarde ela possa soar um pouco estranha para alguns. Então vou contar a vocês a bela história de como um amor que começou em uma manhã de inverno na praça da grande igreja resultou em algumas centenas de dias deliciosamente confusos.
Era dia 19 de dezembro de 2009, e tudo estava congelando. As pessoas andavam apressadas nas ruas com seus lenços e casacos, em busca de um lugar quente para se refugiar do frio e do vento. Eu estava sentada em um banco, olhando com atenção para o relógio que marcava duas e cinquenta e sete da tarde, esperando a hora certa para seguir meu caminho para casa, onde ficaria escondida por todo o recesso. Alguns pássaros ousavam ficar ao vento, correndo atrás da comida que foi deixada a eles por velhas senhoras que ainda ousavam ficar parar foras de suas casas. Havia algumas pessoas insanas sentadas na praça como eu, sendo que uma delas me chamou a atenção. Ela, que na verdade é um ele, estava com um livro na mão, e não tirava os olhos dele, o que me deixou curiosa para saber o conteúdo. Continuei o encarando por mais alguns segundos, quando finalmente o sino da igreja tocou e ele desviou o olhar do livro para o grande relógio, levantando-se às pressas depois e saindo andando.
Continuei sentada por mais algum tempo, quando resolvi que também era minha hora de voltar para casa, e assim fiz, mesmo frustrada por imaginar que jamais iria saber o conteúdo do tal livro.
É isso que acontece quando minha internet não colabora.
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