manifestações
Eu não sou nem de longe a pessoa mais revolucionária do mundo.
O mais perto que cheguei de um protesto significante foi em 2011, quando fui pra Maringá apoiar o DCE da UEM em suas revindicações, onde visitei a reitoria invadida e fui umas das pessoas que ajudou a fechar a Av. Colombo por lá (pra quem não sabe, é a maior Avenida de Maringá, que liga a cidade de um lado ao outro). Foi o tipo de protesto que teve todo meu apoio. Não concordei, obviamente, com a depredação que fizeram do lado de fora da reitoria (o lado de dentro era incrivelmente limpo), e achei mais ridículo ainda quando os próprios guardas da UEM cortaram cabos de fornecimento de eletricidade pra tentar colocar um fim em tudo. Parabéns pro Sr. Reitor, que tem seus próprios funcionários vandalizando patrimônio público.
Fora isso, achei incrível estar lá no meio, gritando pela avenida os direitos que um aluno de faculdade pública (e escolas) devem ter, sem em nenhum momento vandalizar.
Mas o motivo de tudo isso vem dos protestos que vem acontecendo em São Paulo.
Provavelmente tudo teve início com os tais 0,20 centavos, que não farão diferença nenhuma na minha vida, mas que fará na vida de grande (grandíssima) parte dos Paulistanos.
Primeiramente o que vi na TV e pela internet foi o valor do prejuízo que o Metro teria pra consertar tudo que foi quebrado durante o primeiro protesto. Achei absurdo. Se você não quer aumento das passagens, acabou de dar motivo pra isso acontecer, porque de algum lugar vai ter que sair o dinheiro pra arrumar tudo isso certo?
Mas hoje, depois de alguns dias fora do ar, percebi que está mais que óbvio que os protestos não se tratam mais sobre os tais 0,20 centavos, e sim pelos direitos que alguns brasileiros tem que a coragem de sair nas ruas pra pedir (sim, eu tenho tudo pra ser uma grande ativista de sofá). Tenho certeza que a maioria dos manifestantes não tem interesse nenhum na violência, só querem ir ali, exigir que governador (que agora percebo que não deveria ter dado meu voto a ele), presidente, prefeito, o caralho a quatro, deem melhores condições de vida, que usem o dinheiro público pra causas de verdade, que acabem com a roubalheira. Mas como isso é possível quando se tem uma polícia de merda, que vandaliza próprio carro, atira em pessoas que só querem a 'não violência'? Duvido que um manifestante ali tenha uma arma com bala de borracha pra machucá-los! É um absurdo como eles podem machucar pessoas que não tem como se defender! Estão usando bombas de efeito moral vencidas que podem causar perigo a quem for atingido. Me diz, como pode?
A policia foi feita pra proteger, não pra machucar.
Pra anta que diz 'quero ver como vai ficar quando assaltarem tua casa, blablabla' te digo como vai ficar: da mesma forma de antes, porque assaltaram a porra da minha casa e tudo que eles fizeram foi olhar. Olhar. Olhar. Mais fácil esperar que o super-homem venha mesmo.
Aos manifestantes, deixo todo meu apoio. Protestem, gritem. Mostrem que a violência, o vandalismo não vêm de vocês, e sim daqueles que os governantes dizem certos. Vocês só querem o que era pra ser nosso, não é o absurdo.
(sobre o aumento: diz meu pai que o aumento da passagem acaba sendo necessário, porque afinal, lidamos com uma coisa chamada inflação. mas façam as contas, um aumento de 0,05 centavos multiplicado pelos milhões de usuários da CTPM, do Metro, dos ônibus, não seria o suficiente?).
O mais perto que cheguei de um protesto significante foi em 2011, quando fui pra Maringá apoiar o DCE da UEM em suas revindicações, onde visitei a reitoria invadida e fui umas das pessoas que ajudou a fechar a Av. Colombo por lá (pra quem não sabe, é a maior Avenida de Maringá, que liga a cidade de um lado ao outro). Foi o tipo de protesto que teve todo meu apoio. Não concordei, obviamente, com a depredação que fizeram do lado de fora da reitoria (o lado de dentro era incrivelmente limpo), e achei mais ridículo ainda quando os próprios guardas da UEM cortaram cabos de fornecimento de eletricidade pra tentar colocar um fim em tudo. Parabéns pro Sr. Reitor, que tem seus próprios funcionários vandalizando patrimônio público.
Fora isso, achei incrível estar lá no meio, gritando pela avenida os direitos que um aluno de faculdade pública (e escolas) devem ter, sem em nenhum momento vandalizar.
Mas o motivo de tudo isso vem dos protestos que vem acontecendo em São Paulo.
Provavelmente tudo teve início com os tais 0,20 centavos, que não farão diferença nenhuma na minha vida, mas que fará na vida de grande (grandíssima) parte dos Paulistanos.
Primeiramente o que vi na TV e pela internet foi o valor do prejuízo que o Metro teria pra consertar tudo que foi quebrado durante o primeiro protesto. Achei absurdo. Se você não quer aumento das passagens, acabou de dar motivo pra isso acontecer, porque de algum lugar vai ter que sair o dinheiro pra arrumar tudo isso certo?
Mas hoje, depois de alguns dias fora do ar, percebi que está mais que óbvio que os protestos não se tratam mais sobre os tais 0,20 centavos, e sim pelos direitos que alguns brasileiros tem que a coragem de sair nas ruas pra pedir (sim, eu tenho tudo pra ser uma grande ativista de sofá). Tenho certeza que a maioria dos manifestantes não tem interesse nenhum na violência, só querem ir ali, exigir que governador (que agora percebo que não deveria ter dado meu voto a ele), presidente, prefeito, o caralho a quatro, deem melhores condições de vida, que usem o dinheiro público pra causas de verdade, que acabem com a roubalheira. Mas como isso é possível quando se tem uma polícia de merda, que vandaliza próprio carro, atira em pessoas que só querem a 'não violência'? Duvido que um manifestante ali tenha uma arma com bala de borracha pra machucá-los! É um absurdo como eles podem machucar pessoas que não tem como se defender! Estão usando bombas de efeito moral vencidas que podem causar perigo a quem for atingido. Me diz, como pode?
A policia foi feita pra proteger, não pra machucar.
Pra anta que diz 'quero ver como vai ficar quando assaltarem tua casa, blablabla' te digo como vai ficar: da mesma forma de antes, porque assaltaram a porra da minha casa e tudo que eles fizeram foi olhar. Olhar. Olhar. Mais fácil esperar que o super-homem venha mesmo.
Aos manifestantes, deixo todo meu apoio. Protestem, gritem. Mostrem que a violência, o vandalismo não vêm de vocês, e sim daqueles que os governantes dizem certos. Vocês só querem o que era pra ser nosso, não é o absurdo.
(sobre o aumento: diz meu pai que o aumento da passagem acaba sendo necessário, porque afinal, lidamos com uma coisa chamada inflação. mas façam as contas, um aumento de 0,05 centavos multiplicado pelos milhões de usuários da CTPM, do Metro, dos ônibus, não seria o suficiente?).
Comments
Post a Comment